domingo, 12 de fevereiro de 2017

Aflige


Por vezes é a nossa própria imaginação que nos aflige. Em grande parte são nossos achismos que nos fazem de reféns em nossos próprios pensamentos. E não são necessariamente as circunstâncias, a realidade; é o nosso terror em achar ou temer aquilo que ainda só existe na nossa cabeça, ou aquilo que não aconteceu. São nossas piores experiências que nos deixam sequelados, tensos e rigorosos com as próximas horas.
Cada vivente de sua própria experiência pessoal possui a possibilidade de compreender suas experiências, embora quase sempre só há como suportá-las ou superá-las no calor, na empatia e no acolhimento dos que estão em volta.

Na Mais Profunda Convicção


Existem tantos segredos e coisas escondidas dentro de cada um que o mundo ainda não sabe. Nosso mundo subjetivo permanece subjetivo enquanto o mundo das sensações não o conhece. Necessitamos materializarmos-nos diante dos nossos mais insanos pensamentos, embora exista a necessidade de compreendermos o quanto somos insanos. O muito que você quer pode ser pouco; o pouco que você quer pode ser muito. Diante deste viés, cada um dá o seu devido sentido a cada coisa e assim tentamos, juntos, nos emaranharmos por alguma razão existencial. Se tiver, tenha forças para sair de dentro pra fora diante do peso que a realidade exerce em seu corpo, porém não se esqueça de fazer por si mesmo aquilo que sua consciência - na mais profunda convicção - deseja.

sábado, 19 de novembro de 2016

Presente Real




Você nunca sentirá por alguém o que você já sentiu antes. Cada experiência e cada pessoa trás para si mesmo uma única vivência, sendo ela muito parecida ou muito diferente das que experimentamos. Enquanto tentamos enquadrá-las em "boas" e "ruins", perdemos a própria oportunidade de experimentarmos - diante da nossa sensibilidade e de nosso empirismo - a experiência presente.

Nós temos um aparente livre arbítrio em tomarmos decisões, em escolhermos para onde vamos e com quem irmos, em planejarmos nossas vidas, mas não temos controle sobre o que sentimos e o que cada indivíduo nos provoca. De resto, o presente é a única experiência aparentemente real.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

AL

Arte: Egon Schielle
Foi em um sonho ruim que você me viu
Nos aproximou
E Ressurgiu
Essa afinidade estranha que sempre existiu

Nas minhas tentativas de lhe explicar
Desde o Eterno Retorno até nos beijar
Fracassei em entender o que pode ser
Essa vontade de querer
Sem exitação
Sem explicação
Sua companhia
Sua atenção

Mas até quando poderemos ser
Essa força intensa que nos faz crescer?

Talvez nos resta aprender
Que o que a gente sente
É o que pode ser
Pois embora fadados a perecer
O agora
O presente
Podemos ser

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O que vemos?

(Arte: Jack Vettriano)

"A falsa imagem e a falsa definição que temos e idealizamos um do outro desrelaciona qualquer tentativa de contato, mesmo quando há uma tentativa de relacionamento, quando vemos alguém como queremos e não como é, desencadeia-se a inevitável frustração, pois não há como conhecer alguém apenas pela necessidade de desejo, embora possamos saber muito um do outro pela nossa própria intuição.

libertemo-nos desse nosso idealismo metódico."

Poeira Nossa



"O medo não nos separa, mas confunde nossa percepção sobre nós mesmos."

M&F

(Arte: Jack Vettriano)

"Embora ela reconheça que nossos disfarces atrasem o inevitável, ela também percebe que meus olhos não passam apenas pelos seus. Não tiro sua razão de impaciência e irritação, mas acredite: não há como cessar (ou reduzir) minha relação com cada momento, tão pouco com outras pessoas.

Pela lei da moralidade e da formalidade, disfarçamos."