"Às vezes dói sentir-se conectado com tudo, e às vezes também dói sentir-se desconectado de tudo.
Às vezes dói encontrar a si mesmo, e às vezes também dói fugir de si mesmo.
Às vezes dói dizer a verdade, e às vezes também dói ouvir a verdade.
Às vezes dói sentir tanto amor, e às vezes dói não sentir nada.
Vivemos, existimos e evoluímos através de muita dor e também de muito prazer, e talvez só nos eternizamos quando transcendemos o que somos aos que estão em nossa volta."
Alguma parte de mim, sensível e fria.
Conceitos e definições são heranças enraizadas de grandes pensadores, estudiosos e gênios, mas são apenas para abrir nosso olhar questionador diante da vida e não para limitarem nossa capacidade de existir diante do que somos. Ter uma crença, acreditar em um estilo de vida ou em dogmas não é necessariamente um problema: o problema está em afirmar possíveis verdades como verdades absolutas ou superiores, únicas.
Uma coisa é certa: fatos são fatos! E na linha tênue entre anestesia e ceticismo, eu fico com a eterna beleza e certeza do agora.
"A importância maior está com este exato momento, e não com o que você pensou ou deixou de fazer ou falar. Há uma grande ilusão em pensamos que seria tudo diferente se fizéssemos aquilo que deixamos de fazer. São possibilidades muito mais nulas do que quando ainda estamos no "será que falo/faço", sendo que, mesmo se pensarmos depois na possibilidade de fazermos/falarmos e queremos em outras circunstâncias, tudo poderá ser exatamente diferente também. Em suma, novas possibilidades, novos acontecimentos e novas circunstâncias. Por tanto, não pense no que você deixou de fazer e pense no que você pode fazer, com amadurecimento dessa antiga e nostálgica circunstância que tanto te limita."
Alguma parte de mim.
"Quando há atração sexual e o ciúme entra é porque não há amor. Há medo, porque o sexo é uma exploração. O medo se torna ciúme. Não se pode amar alguém não-livre, pois o amor só existe se dado livremente, quando não é exigido, forçado e tomado. Quanto mais controlamos, mais "matamos" o outro. As causas do ciúme estão dentro de nós; fora estão só as desculpas. O amor não pode ser ciumento. Ele é sempre confiante. Confiança não pode ser forçada. Se ela existir, segue-se por ela. Senão, é melhor separar, para evitar danos e destruição e poder amar outra pessoa. Quando amamos alguém, confiamos que não quererá outro. Se quiser, não há amor e nada pode ser feito. Só através do outro tornamo-nos conscientes de nosso próprio ser. Só num profundo relacionar-se o amor de alguém ressoa e mostra sua profundidade: assim nos descobrimos. Outra forma de autodescoberta, sem o outro, é a meditação. Só há dois caminhos para chegar ao divino: meditação e amor."
Osho
Se você não possuir o costume e a pratica de perdoar as pessoas pelas suas erroneidades, pelos seus atos de ignorância, pelas suas expressões imaturas, pela maneira confusa e destrutiva de como elas interagem com a vida, pela imperfeição natural de ser humano, sinto comoção (e até prazer) em lhe dizer: somente você sairá prejudicado.
O seu rancor, a sua raiva, a sua frustração e o seu trauma de interagir com o seu semelhante só atrasará o SEU processo com a vida, e talvez dos que estão em sua volta e que você tem coragem de dizer que gosta. Por tanto, há uma necessidade se reflexão e meditação sobre a influência dos outros, ou mesmo de cada um que está em sua volta. E não se esqueça que seus sentimentos - sejam eles bons ou ruins - estão ligados com a estabilidade da sua saúde física e psíquica, então pense bem antes de "eternizar" essas vibrações inferiores.
Se há um erro no outro que você sinta a necessidade de alertá-lo, ou que realmente lhe incomode, não agrida-o; converse e oriente.
Seja um rio nessa vida: passe por onde deve passar, deixe o que você tem que deixar, e vá embora se for necessário! Se for conveniente permanecer no mesmo trajeto, permaneça!
Transborde!
Insisto em dizer sobre esse hábito que a humanidade perdeu.
Meditar não é necessariamente sentar-se em um local tranquilo e não pensar em nada; Meditar é escutar o seu corpo, é escutar a sua mente e o que acontece neste exato momento, é conversar consigo mesmo, é prestar atenção na sua respiração e no que você está sentindo, e através disso serenizar e encontrar as melhores maneiras de tranquilizar e amadurecer a sua vibração. Não pensar em nada é um estágio mais gradativo que podemos alcançar com a meditação, mas não é o primeiro "ato" que se deve procurar. Aliás, muitas pessoas desistem de praticar a meditação justamente por não conseguirem parar de pensar. É simples: trabalhe a sua meditação para compreender a sua interação com o seu corpo e com a existência, e pouco a pouco talvez a sua meditação alcance um estágio de silêncio absoluto.
Jovem, você está bravinho e indignado com o mundo onde vive? Calma, jovem, serenize seus pensamentos, serenize suas expressões, pois o caos é óbvio lá fora, a desgraça é óbvia lá fora, a ignorância. a falta de educação e conhecimento também são fatores verídicos. O mundo está obviamente doente e infestado de um câncer social, mas isso não significa que você precisa ficar "doente" também. E de que adianta querer "curar" o mundo se você está "doente"? Comece do princípio.
Faça seus pensamentos existirem! Dê vida a eles! Se seus pensamentos dão vida a ti, suas expressões darão vida aos outros, sejam elas positivas ou negativas.